domingo, 23 de novembro de 2008

Com meus amigos...

"Eu tenho idéias e razões,
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações,
E pra quem vier me derrubar
Levanto e enfrento com um sorriso
Porque alguém vai me julgar?
Se nessa vida eu só insisto
Em ser feliz, me apaixonar
E envelhecer com os meus amigos!"

Achei tão a minha cara que resolvi postar.
É o fim de mais um feriado...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O carrasco do amor...

"Tomem cuidado com o poderoso apego exclusivo a uma outra pessoa; ele não é, como algumas pessoas pensam, evidência da pureza do amor. Esse amor encapsulado, exclusivo, alimentando-se de si próprio, não dandonem se importando com os outros, está destinado a desmoronar sobre simesmo. O amor não é apenas uma centelha de paixão entre duas pessoas;há uma distância infinita entre se apaixonar e permanecer apaixonado.Mais propriamente, o amor é um modo de ser, o amor é um "dar a" e não um "enamorar-se de"; um modo de se relacionar como um todo, não umato limitado a uma única pessoa." (Irvin D. Yalom)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Traumas...

"Meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse. Mas ele também se esqueceud e me dizer a verdade, da realidade do mundo que eu ia saber. Dos traumas que a gente só sente depois de crescer. Falou dos anjos que eu conheci no delírio da febre que ardia. Do meu pequeno corpo que sofria sem nada entender. Minha mulher, em certa noite, ao ver meu sono estremecido, falou que os pesadelos são algum problema adormecido. Durante o dia a gente tenta com sorrisos disfarçar alguma coisa que na alma conseguimos sufocar. Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via, mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci. Da minha infância agora tão distante, aqueles anjos no tempo eu perdi. Meu pai sentia o que eu sinto agora, depois que cresci. Agora eu sei o que meu pai queria me esconder. Às vezes, as mentiras também ajudam a viver. Talvez um dia pro meu filho, eu também tenha que mentir pra enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir. Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via, aas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci. Da [...] Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci" (Roberto/Erasmo Carlos)

Uma das mais belas canções que já ouvi. Incrível como Roberto Carlos vai do cafona ao fantástico em poucos segundos. Aqui segue um vídeo regravação da música por Rodrigo Amarante.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Compact?

Não existe coisa mais desagradável que chegar para usar o pc, perceber que ele deu pau e que todos os arquivos foram perdidos (Aliás, existe sim, mas isso é beeeem chato). Além de ter que reinstalar todos aqueles programinhas de sempre, lá se vão as músicas, lá se vão as fotos, os favoritos, os trabalhos/textos, o tempo e etc.
Por isso eu sempre recomendo que de tempo em tempo, as pessoas gravem a "memória" do pc em diversos cds.
Eu acabei adquirindo esse hábito depois de um mano-a-mano-cruel-eletrosangrento com a minha máquina. Através disso, acabei empilhando uma pequena coletânea de todo meu passado. As fotos que eu não quero rever, os textos que eu não quero reler, os LOGS! Veja bem, eu disse logs de conversas de anos atrás. Coisas que sozinha, talvez eu nem lembrasse mais. Por via de um simples ato ingênuo, não fiz nada menos que logar o meu passado. Quando por ventura preciso resgatar algo... acabo literalmente dando login na esfera de um tempo que não existe mais. Agora eu me pergunto seriamente: isso é bom ou ruim? Às vezes embarco dentro de um cd qualquer, (por vezes nomeado: "minhas coisas", "arquivos 06", "meus arquivos e documentos") a procura de uma música antiga e acabo sem querer dando de cara com imagens ou objetos que me remetem pequenos sofrimentos e angústias. É então que percebo que essas coisas adormecem escondidas, mas permanecem aqui registradas. A grande reflexão dessa noite pra mim é: será que vale a pena ver de novo? Ou será que pequenos fatos cotidianos como um BOOM no pc pode servir de pretexto para construirmos novas coisas?
"Todo fim nada mais é que um novo recomeço" - eu sei. Mas será que se eu jogar tudo fora, as coisas podem adormecer por um tempo mais justo/longo?
Se tem uma coisa que eu desejo muito no momento, é me vestir apenas do presente. Um beijo, Lita.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Melhor do Mundo...



Já não era sem tempo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

E hoje eu sei...



Certas flores...
São da natureza e não dos homens.
São do tempo e não do amor.
Hoje eu sei, choveu muito
Mas também fez sol.
De todos os lugares que andei,
fiquei melhor no seu quintal.
.
(Talita Rosetti)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O poder do agrado...

Não vou usar esse post para debater as causas e contracausas do capitalismo, seus relances comerciais e a supervalorização da materialidade. Ja é um bom começo, né? Isso, apesar de necessário em certos momentos, é chato pra dedéu e não convém agora (Ainda mais de madrugada!). Mas é que estive pensando na mesquinharia das pessoas. Na falta de divisão e sobretudo de agrado, que ao ver... é o que pesa em muitas relações. Hoje, vejo as pessoas chegando sempre com as mãos vazias. Passa Páscoa, Natal, aniversário, casamento, dia das crianças, batizado, dia do amigo... e nada das pessoas realmente lembrarem uma das outras. A falta de agrado, por muitas vezes, me soa como falta de consideração, de carinho, de reconhecimento.
Claro que a presença das pessoas é importante, claro que o carinho delas é importante. Muito além de um presente materializado, um perfume, uma blusa, um batom. Mas as pessoas mudaram muito. Além de estarem aos poucos perdendo o hábito de presentear, estão perdendo o hábito de escrever, de conversar nos dias especiais, de parabenizar, de abraçar. Estão eliminando a palavra AGRADO, que por muitas vezes, seria facilmente traduzida com apenas uma ligação, um bombonzinho de 1 real, uma rosa, um cartão, um elogio. Coisas que não custam caro ou simplesmente custam zero além do tempo. As pessoas estão eliminando até a famosa "lembrancinha". Escreve um cartão, num papel branco qualquer, mas escreve "Feliz Aniversário", "Feliz Natal", "Que você seja feliz". Mande uma mensagem de texto do site, qualquer coisa! Não pra mim, (que adoro esse tipo de coisa), claro! Mas pra pessoas que você gosta, valoriza. Existe coisa mais seca que viver rodeada por uma pessoa que nunca se liga de fazer um agrado, uma surpresa? Que nunca lembra de separar um pedaço de bolo?
Sabe que outro dia uma amiga minha me deu uma tangerina embrulhada? Eu achei aquilo lindo. Só pelo fato dela ter pensado em me fazer um agrado. Pelo fato de ter saído de casa carregando algo pra levar pra mim. Eu me senti lembrada com um simples ato cotidiano. Se as pessoas me dessem tangerinas sempre, eu ficaria feliz com mais frequência. Porque nem sempre importa o preço, mas o ato. A consideração nem sempre é vista nas relação cotidianas, às vezes vemos e convivemos com as mesmas pessoas mas elas não fazem nada por nós além do basico para uma relação comum e sem sal.
Eu gosto do agrado (e do estrago HAHAHA!), e isso por muitas vezes pode parecer uma declaração mimada, desacostumada com "a modernidade". Mas eu fico me perguntando: será? Será que não existem pessoas que pensam assim... ou todos já se acostumaram com o jeito frio de receber apenas scraps nos momentos em que o calor humano deveria prevalecer?