quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Ser aceito não é receber a concordância. É receber até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é como pessoa. Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido. É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia que abre caminho para uma posterior concordância ou discordância, sem perda do afeto natural por nossa maneira de ser. Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de maior alcance do que os que derivam da razão. Implica intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória; conhecimento efetivo e afetivo do universo interior; compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices, medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do dentista ou disritmia. Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à vontade. Ela aceitará." (Autor Desconhecido)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

You live, You learn...


Eis aqui a mais sábia das questões:
"Selfish person ends alone"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Por que somos amigos?

Sei que há muito tempo não frequento as aulas de ciências, mas se bem me lembro, frente a evolução das espécies, Charles Darwin considerou que "Seleção Natural" era o processo pelo qual os seres vivos adaptavam-se melhor ao meio que viviam. Era também uma forma de especialização, de melhorar, geração a geração, cada ser da cadeia. De certa forma, era um tipo de reciclagem que proporcionava a paulatina eliminação de um material genético desfavorável aos seres. Hoje, quando me perguntei "Por que somos amigos?", imaginei o mesmo procedimento. Somos amigos porque nós, através da ciência, fizemos essa escolha. Muitos vão dizer que a amizade não pode ser tão determinista assim, que amizade é somente o que sentimos e que em sentimentos não cabem razões ou empirismo. Mas se repararmos bem, na mesma posição de bichos de uma cadeia infinita e intimista, nós escolhemos apenas aquilo que nos proporciona crescimento e estabilidade. Nós somos amigos porque reciclamos todo o resto, filtramos muitas das possibilidades e nos encontramos. Assim, nos adaptamos, melhoramos um ao outro. Aprendemos a compreender o meio e encontrar nossos valores nesse grupão de humanos que fazemos parte.
De uns tempos para cá, nada me pareceu mais Darwin que a nossa amizade. Então, por que não dizer que somos feitos também... de pura ciência?
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Talita Rosetti

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O amor comeu...

"O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."

João Cabral de Melo Neto.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Seja o que Deus quiser...


"Eu não tenho enredo. SOU INOPINADAMENTE FRAGMENTÁRIA. Sou aos poucos. Minha história é viver. E eu só sei viver as coisas quando já as vivi.


Não sei viver, só sei lembrar-me." (Clarice)



Estranho como "topei" com essa frase e pensei automaticamente em mim mesma. Acho que Clarice tem esse poder: empurrar a gente para o abismo da auto-identificação, do medo mais profundo, do sentimento mais escondido. Não tenho sabido viver, só tenho tenho feito lembrar... lembrar... lembrar... o que virá depois?


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Manhã de Sol com Azulejos.

Tudo se veste da cor de teu vestido azul
Tudo - menos a dona do vestido:
meus olhos te passeiam nua
pela grama do campo de golfe

Uma curva e eis-nos diante de meu coração

Não amiga não temas
meu coração;
é apenas um chapéu surrado
que humildemente estendo
para colher um pouco de tua alegria
de tua graça distraída
de teu dia

( Francisco Alvim, 1968)


Ai Deus, "como você me dói de vez em quando".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Não que estivesse triste... só não compreendia o que sentia.

"É tudo tão bonito que me dói e me pesa. Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre. Não sei, não quero pensar. Neste espaço branco de madrugada e lua cheia, preciso falar, e mais do que falar, preciso dizer. Mas as palavras não dizem tudo, não dizem nada. O momento me esmaga por dentro. O espanto esbarra em paredes pedindo exteriorização."